TEATRO

Musical – “Zeca Pagodinho – Uma História de Amor ao Samba”

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Ano 2017

“Zeca Pagodinho – Uma história de amor ao samba” pretende não só homenagear Zeca Pagodinho, um grande ídolo da música brasileira, mas também prestar um tributo aos brasileiros através de um personagem extremamente popular, querido e que representa o povo em sua essência. Com grandes batalhas diárias, mas que não perde o bom humor e o jeito leve de levar a vida, cheio de fé e de esperança em seu dia-a-dia.

A peça narra a trajetória do nosso herói suburbano, o anônimo e homem do povo, Jessé Gomes da Silva Filho, que está embarcando no trem do samba rumo à “Estação Sucesso”. Existem dois planos na montagem. O primeiro, do palco, mítico e lendário, conta a saga do nosso Macunaíma do subúrbio. O segundo plano, do vídeo, é vivido pelo próprio Zeca Pagodinho no tempo atual, observando comentando e interagindo com seu duplo Jessé. Entre esses dois planos há total liberdade de tempo e espaço: o primeiro segue o estilo modernista de Mário de Andrade e o segundo uma linguagem mais pop/multimídia à la Andy Warol ou Hélio Oiticica, este último famoso pelo slogan Seja Marginal, seja herói – marginal no sentido de quem vive à margem, excluído socialmente, como nosso herói.

E, para contar a história de um mito tão popular da música, nada melhor do que recorrer ao nosso gênero de teatro mais popular, o Teatro de Revista, com sua irreverência e bom humor. Na revista a narrativa é dividida em quadros temáticos, enquanto em nossa peça, as estações desse trem alegórico e poético, cumprem a mesma função. No primeiro ato contaremos a construção do caráter do nosso herói, enquanto que no segundo, mostraremos a forma como este homem do povo lida com a avalanche do sucesso e da fama, mantendo-se sempre fiel às suas origens. Para muitos, esta fidelidade é a verdadeira razão da sua popularidade e da sua vitória como artista. Nosso herói levou o subúrbio do Rio de Janeiro para o mundo e fez o mundo todo se tornar carioca, mais suburbano…mais Xerém!

Este Musical é sobre um homem do povo e para o povo! E como disse certa vez uma amiga de Zeca: Nos Ferram, nos ferram, nos ferram, mas a gente ainda consegue ter um capítulo bom. Um final que seja legal e divertido.


Por uma Noite – O Musical

Por uma Noite

Ano 2009/2011

Estrelada por sete atores e oito bailarinos, a peça conta a saga de um grupo de músicos jovens que atuando na orquestra do Fantasma da Ópera, no ano de 2005 em Nova York, se envolve na missão de produzir e protagonizar um musical consagrado na Broadway. O espetáculo faz um passeio por 12 gloriosas montagens das últimas décadas, como: O Mágico de Oz, Rent, A Chorus Line, Fantasma da Ópera, Mamma Mia, Dreamgirls, Chicago, Hairspray, Jersey Boys, Grease, Hair e a Pequena Sereia. Por Uma Noite – Um Sonho nos Bastidores da Broadway é uma adaptação para o teatro do livro homônimo de Luiz F. Filgueiras, feita por Victoria Dannemann.

“Por uma noite é um tributo ao teatro musical americano, que abriga todas as artes do mundo; desde os maestros que conduzem as partituras, aos bailarinos que revelam a alma das coreografias; dos atores que se entregam aos personagens aos artistas dos bastidores que produzem o colorido das cenas”, afirmou Victoria Dannemann.


Breve Encontro

Breve Encontro

Ano 2011

“Breve Encontro” conta a história de Laura – vivida pela premiadíssima atriz Carla Ribas – a mais comum das personagens, mãe, esposa dedicada, que certo dia depois do jantar senta-se na sala contigua junto ao marido e começa a contar para ele a história de paixão dolorida, tórrida e cruel que acaba de viver com Alec. Moradora de um subúrbio de Londres, toda semana vai a cidade fazer compras.

Numa dessas quintas feiras, encontra com um médico que trabalha no hospital da cidade uma vez por semana. Ambos são casados e felizes em seus casamentos. Um dia na estação esperando pelo trem que a levaria de volta a sua casa, um grão de areia entra no seu olho por causa da poeira que o expresso levantou e então ele se oferece para ajudá-la a livrar-se do incômodo.

Na semana seguinte, a fatalidade os leva a se encontrar novamente no meio da rua. E na outra semana idem, agora num restaurante. E assim que quando se dão conta estão definitivamente apaixonados um pelo outro.


A Lição & a Cantora Careca

A Lição & a Cantora Careca

Ano 2011

Comédia em um único ato, A Cantora Careca, é considerada a primeira das obras da corrente estética teatral surgida após a Segunda Grande Guerra, batizada Teatro do Absurdo. Escrito em 1949 foi o também o primeiro texto do dramaturgo francês Eugène Ionesco (1909 – 1994). Considerada pelo autor como uma “anticomédia”, a peça lança mão da palavra enquanto objeto, tornando palpável algo que é ao mesmo tempo é abstrato, pois é a principal característica do texto o surrealismo verbal. De forma interessante, A Cantora Careca, foi criada a partir de um livro-texto para o ensino da língua inglesa, onde mostrava um casal conversando diálogos absurdos, informando um ao outro que eram ingleses, que tinham três filhos, que viviam em Londres, que tinham uma empregada chamada Mary, inglesa como eles, que o teto ficava em cima e o chão embaixo, que a semana tinha sete dias, e que se chamavam Smith. Ionesco manteve o casal Smith na peça assim como sua empregada, e acrescentou outros três personagens: o casal Martin e o Capitão dos Bombeiros. Altamente irônico, o texto conservou também o absurdo nos diálogos, marcados por clichês e futilidades. Os absurdos nas conversas levam os seis personagens, à completa incomunicabilidade, através do diálogo ininteligível. O foco central da peça é a linguagem, fazendo uma referência a um tenebroso futuro para as relações humanas, e conseqüentemente da comunicação: a impossibilidade de diálogo entre as pessoas.